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:: quarta-feira, abril 30, 2003 ::
Uau, mais de 200 acessos, para comemorar uma imagem do homem que teve a capacidade de tacar um foda-se maior que as ambições materiais (as que as igrejas evangélicas tanto enfatizam), luxúrias, carne, emoções aflitivas e achou tão fantástico que decidiu compartilhar com todos os outros seres, demonstrando que o egoismo não tem razão de existir, que pensar nos outros também é um caminho e o que sua pele toca é muito menos importante e vital do que voce sente no fundo do coração. A imagem do principe Sidarta Gautama, ou seja, Buda, the first one, vai para todos que ja acessaram os meus inner demons e em especial para minha estrela, muitos anos de existência pra você.
:: Alexandre Sigolo 3:29 PM [+] ::
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:: terça-feira, abril 29, 2003 ::
Não haja como se o mundo fosse quase todo escroto, repleto quase totalmente de pessoas escrotas, por que a vida real é assim. Viva como se você pudesse produzir sorrisos sinceros na alma das pessoas, como se você pudesse ser diferente dos outros, porque os diferentes tendem a se unir. Não siga apenas o estabelecido porque a maioria o faz, siga o caminho que parece mais doloroso, mas com certeza lhe trará os melhores frutos. Viva em outras palavras o amor, não deixe de sentir, não deixe de pensar e não se deixe ancorado diante do mar de possibilidades.
:: Alexandre Sigolo 11:01 AM [+] ::
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O que assusta você?
Será que você tem medo de sentir? Tem medo de decepcionar? O que me assusta na verdade não é a consciência que aparentemente eu tenho sobre o lado podre do mundo. Nem a minha incapacidade de mudar esse lado podre, frio e insensível. O máximo que eu posso fazer é olhar, analisar e contar para todos o resultado dessa minha analisem e dizer – sinto muito. Sinto pelo seu lado ruim aflorado, selvagem e sem coleira. Sinto também pela sua incapacidade de olhar e agir, não com os olhos e com a mente, mas com o coração. Sinto muito se todos nós somos apenas peças de um jogo para você. Sinto muito.
Porem o que me assunta na realidade é a minha incapacidade de alterar minha inconsciência, minha falta de amor próprio e inabilidade de desligar essa lâmpada que acende na hora em que eu acordo e só desliga quando eu repouso e supostamente “descanso”. Minha inconsciência! Como eu queria altera-la!
Hoje eu estou aqui, indignado comigo, indignado com a vida.
(agradecimentos especiais ao Charlie)
:: Alexandre Sigolo 11:01 AM [+] ::
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A trilha sonora do fim.
Completando a trilogia “esse-mundo-está-podre-e-aparentemente-só-eu-me-importo” começada com o “New World Order”, depois o “Marketing Pessoal” (alias, o que as pessoas gostam de ouvir de mentira é uma enormidade!) vou concluir a saga com esse texto, pois todo épico, mesmo os mais bizarros tem uma trilha sonora.
Que trilha sonora seria mais apropriada num contexto absolutamente volátil, insensível, vulgar, patético e irreal do que o forró? Nesse ambiente, nesse lado do cubo que eu procurei mostrar a vocês, que resumidamente para não ser repetitivo, se caracteriza única e exclusivamente em usar o outro como uma pílula para satisfazer suas próprias necessidades, esse tipo de som e tudo o que cerca essa coisa (seria um sacrilégio chamar de cultura) parecem ter sido arquitetados milimetricamente para funcionar como uma espécie de matadouro, onde os cérebros são deixados em casa e os corações não passam na porta giratória. É o resumo de tudo o que já foi dito, é o lugar onde as trombetas dos anjos do apocalipse foram trocadas pelo triangulo, zabumba e sanfona. Onde todos os corpos poderiam ser substituídos apenas por bocas. Ah se os chimpanzés não fossem tão peludos! Não se faz destinção de nenhum tipo de qualidade, de emoção, é como um Mc Donald´s da idiotice humana, onde se pudesse consumir corpos de baixíssimo custo (imagino que alguns sequer valham um hambúrguer de fato). Estamos diante de um quadro que ninguém precisa ter nenhuma ética, ninguém precisa sentir, ninguém precisa ter emoção nenhuma (forrozeiro vestido de strokes, também estamos de olho em você) poderíamos ser reduzidos a um corpo vazio e mentiroso, para que pudéssemos ao menos saciar nossas necessidades cada vez mais egoístas e distantes das necessidades alheias, porém deveríamos saber mentir e falar as palavras mágicas para abrir as portas do nada....do fugaz do insensível e do vulgar Poderíamos comprar o kit-forró, tudo o que você sempre quis para se tornar mais um imbecil acéfalo na multidão: Uma sandalinha, uma camisa de botão com bermuda (saia para as não menos acéfalas meninas) uma xiboquinha e um livrinho “como passar por uma cara legal em 3 minutos” do vosso mestre. Alias, tem uma coisa que desde que eu descobri que não era brincadeira esse negócio de forró, eu nunca entendi, como as meninas caem nessa? Como não existe ninguém mais sóbrio dentro da inebriante idiotice humana que pode parar e pensar 30 segundos e dizer: Filho da puta! E só. Pode parecer ilusão da minha parte, mas sempre imaginei que existissem dois sexos, os dos orangotangos, do qual faço parte, e as mulheres, que poderiam consertar nossas imbecilidade e ensinar milhões de coisas, destravar aquelas portas dentro do coração que nem imaginávamos que existisse e iríamos pensar, deitados um ao lado do outro, porra quanto tempo eu perdi, como sentir o sol na cara é bom, como se sentir completo é maravilhoso!
Não seria justo obviamente se eu não dissesse que também vale o que foi dito acima para todas as pessoas que se julgam melhores do que as citadas porque ouvem outro tipo de som ou outro tipo de balada, podemos por na mesma panela todos os estilo e roupas e cabelos, podemos por na mesma panela todos os que mantêm essa atitude, a qual nunca me fez sentido, sermos apenas animais. Todos esses caros colegas leitores das minhas poucas habilidades, são a mesma pessoa, com outro rótulo.
Insisto, somos assim porque queremos. Garanto-lhe que esse esporte jogado de outra maneira é muito melhor.
É um jogo duríssimo Sabiá, para quem se recusa a jogar, para quem quer mudar as regras e principalmente para quem fica indignado e tenta mostrar isso aos outros, mesmo tendo a impressão de está pregando para surdos e mostrando para cegos. Sabiá quero mais é que você voe e nunca mais volte.
Continuo indignado, porém agora com enxaqueca.
PS: em todas as instancias da vida, se você perde a sua capacidade de questionamento, de indignação e de auto-avaliação, você meu amigo, não passa de um cadáver respirando.
:: Alexandre Sigolo 11:00 AM [+] ::
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