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:: sexta-feira, maio 16, 2003 ::
Mudar pra quê?
Você já percebeu que alguns dos seus princípios (pra quem tem algum) padrões éticos, conceitos e caráter possivelmente acompanham você desde a adolescência? Pois é tenho percebido que as pessoas tendem a seguir dois caminhos e pessoalmente acredito que ambos equivocados. O primeiro caminho, consiste na simples substituição das características mencionadas acima, por outras moldadas por outra pessoa. O outro caminho, ainda mais fácil de ser seguido, consiste em eternizar esses conceitos e padrões . Ambos são seguramente idiotas. Ambos possivelmente não chegarão a lugar nenhum no futuro. No primeiro leva-se a crer que as experiências que foram válidas para uma pessoa poderão ser válidas e aplicáveis a você, incluindo os tais padrões, o que é uma tremenda bobagem uma vez que essas experiências não podem ser transpostas a outra pessoa e levam você a atitudes mesquinhas e arrogantes, na melhor das hipóteses. O segundo caminho nos faz pré supor uma certa personalidade, o que de fato é um equivoco. É como se você estivesse cercado por um muro e não pudesse sair, e qualquer flexibilização em seus conhecimentos poderia ser interpretados como fraqueza de personalidade. Caro amigo este muro é invisível e só existe na sua cabeça atribulada.
Acredito que possamos a cada dia rever nossas diretrizes, utilizar experiências passadas para compor um novo cenário no futuro, sem a intromissão psicológica de ninguém, guiando nossos próprios conceitos e atribuindo nossos próprios valores, se tudo correr bem, mais humanos as relações, se tudo correr bem, humanas. Não tenha medo de mudar, de tentar ser feliz e alterar os padrões pré estabelecidos por você mesmo, ou sei lá quem. Não tenha vergonha de pensar, é exatamente para isso que temos esse cabeção. Antes de fazer idiotices, pense. Pense bem pois tudo a de ter um preço nessa vida, as vezes esse preço é muito alto e pode machucar alguém. Enfim, não tenha medo de pensar e voltar atras, "Ok, fui um imbecil,estou arrependido, foi mal".
ps: parecia que eu estava escrevendo para adolescentes, porém acho que esses conselhos são validos até o último de nossos dias.
ps2: essa imagem deve ser explicada. O jovem principe Sidarta, pode ver que embora seu pai o cercasse de luxos e luxúrias para que elpermanecesse em seu palacio, a miséria, a morte, a velhice existiam e não poderiam ser esquecidas. A imagem mostra esse momento, no qual o principe atravessa o portão do palácio e se depara com a vida como ela é.
:: Alexandre Sigolo 6:01 PM [+] ::
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The day I try to live
Dia estranho o de ontem. Cedo, indo para o trabalho, decido sem grandes elucubrações mentais mudar o rumo e ir de metrô, tendo a certeza de que seria melhor por algum motivo. Quem me conhece sabe que essas mudanças repentinas não são normais, enfim no metro quase chegando encontro uma estrela, no mesmo trem, dois vagões a frente. Impressionante a conjunção e as conjunturas que levaram a esse encontro, com efeito, achei sublime. Nos separamos e continuei meu rumo, sorridente por dentro, pasmo por fora, vontade de rir e chorar ao mesmo tempo e pensando “Ou será um grande dia ou o melhor dele acabou de passar por mim”. A segunda hipótese foi corroborada durante as 15 horas seguintes. Não fiquei conturbado com isso, encarei como um prêmio os meus 5 minutos da manhã. “Toma, aproveita esses quinze minutos que Eu estou te dando e tente absorver o melhor que você conseguir desse tempo”.
E assim continua nossa caminhada, o destino irônico e Deus sarcástico.

:: Alexandre Sigolo 12:26 PM [+] ::
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Como uma luva
Algumas vezes você sente que uma musica foi feita pensando no seu estado de espírito, como uma síntese de como você esta se sentindo e não consegue verbalizar tais sentimentos. Uma sucessão de pensamentos, uma espécie de maratona cerebral a qual no final do dia, na hora do repouso você pensa “Só me deixe descansar por enquanto”. Sentimentos difusos, ansiedade, suores, confusão mental, dividas, compromissos, distâncias, paranóias e loucuras e um pouco de ciência. Problemas imaginários e outros reais. Prefiro sadicamente os imaginários, é minha forma de auto flagelação preferida. Exercitando meu exercício de prazer e de masoquismo diário, de tentar apreender com meus parcos neurônios debilitados a razão de comportamentos humanos, sofrimentos, alegrias, motivos, razões, medos angustias, enfim todo cenário psico-social dos que me cercam e de que alguma forma tem ou terão seus caminhos confundidos com os meus.
Escrevo esse texto já pensando no dia de amanhã, quando minha mente logo cedo se despertará como o Sol para uma nova jornada. Sinto como se estivesse indo visitar o planeta Júpiter, bem frio e desconhecido, fico com a sensação que será um ato heróico levantar amanhã e me combater, lutar contra meus dragões e INNER DEMONS.
Tenho sorte hoje, consegui lembrar da musica que traduz isso tudo em dois minutos e meio e meia dúzia de acordes.
:: Alexandre Sigolo 12:25 PM [+] ::
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Die Laughing
Gimme something to breath
Gimme a reason to live
Close your eyes and see
What you have inside
I think I´ve gone insane
I can´t remember my own name
I think I´ve gone insane
And your friends just tell you lies
Then you realize
I think I´ve gone insane
I can´t remember my own name
I think I´ve gone insane
Lost in a world with no reality
I´m frightened to move
I´m frightened to speak
And I´would kill for a good nights sleep
I´m feeling dead
I´m feeling dead
I think I´ve gone insane
I can´t remember my own name
I think I´ve gone insane
:: Alexandre Sigolo 12:25 PM [+] ::
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:: segunda-feira, maio 12, 2003 ::
"O ser humano tem pouco tempo para evoluir, só temos tempo para sobreviver"
Até hoje de manhã eu estava com a nítida impressão de que só eu estava sufocado com tantas coisas (obrigações) para fazer que não tinha tempo para me dedicar as coisas que realmente fazem você se sentir vivo. A frase acima resume isso, temos puco tempo para pensar, para refletir sobre nossas atitudes e quando deparamos (no caso vocês) com pessoas que sofrem desse mal de pensar (no caso nós) as taxamos de 1359 coisas. Temos pouco tempo para aprender o que é o ser humano, temos muito tempo para nos atormentarmos com certos pensamentos e jogar o melhor de nossas vidas fora e pouco tempo para olhar para tras e pensar nas milhares de idiotices, sandices e escrotices que ja fizemos, sem que haja ao menos um bom motivo para termos agido assim. Pouco tempo para crescer os espiritos e muito tempo para pensar em dinheiro, imagem e marketing. Sem tempo para ver as obras dos outros, nada de tempo para sentir a grama aos pés, escasso o tempo para sentir o frio do começo da noite e ver as luzes do centro acender, mais tempo sobrando para abdicarmos dos pequenos prazeres, das sutilezas das pessoas e do mundo, canalizando nossas energias, nossos corpos e mentes para quem de fato não precisa desse tempo que nos nutre.
Triste é saber que existe quem nem pense no assunto.

:: Alexandre Sigolo 6:01 PM [+] ::
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