My Inner Demons

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Inner Demons...Agora muito mais INNER e com DEMONS plus!!!mas ainda de pessoas 347-E para quem tiver disposição para ler!
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:: segunda-feira, agosto 18, 2003 ::

Estávamos eu e Charlie um dia desses sentados no C.A. da faculdade e pensando na vida...Debatendo sobre a vida alheia e coisas afins. Ficamos observando toda aquela galera que circulava a nossa frente, com seus copos de plástico semivazios ou semicheios nas mãos e nós dois, para quem nos conhece já imaginam nosso estado imaginativo, começamos a nos dar conta que todos são personagens de um filme. Pelo menos lá na faculdade somos um filme adolescente bem ruim, com pitadas de malhação e novos galãs da Rede Globo. Depois começamos a analisar a nós mesmos, que por acaso ou não, nos sentamos nas únicas cadeiras do lugar de onde podia se observar a todos, como se estivéssemos no fundo do cenário. As nossas costas estava apenas nossa pseudofloresta. Para minha surpresa e talvez a dele também, notamos que somos tão clichês quanto o esportista, o freak, o perdedor, o mauricinho xavequeiro, os adolecentes idiotas, os nerds metidos a malandros, os boys metidos a malandro, os engraçadões metidos a malandro (como diria Janio Quadros, estes senhores nunca pisaram em Sapopemba) e finalmente nós, os que ficam no fundo do cenário, mosquitando e ganhando cada segundo de movimento do ambiente. Nossos nomes aparecem nos créditos só quando ja está na segunda musica do final da sessão, escrito garoto com a cerveja#1 e garoto com a cerveja#2.
Gosto muito dessas divagações com o Charlie, ficamos um tempão vendo os tipos de gente que nos rodeia a anos e a falsidade e falta de caráter nos batendo a cara. Quando você entra na faculdade e começa a freqüentar o bar, parece que sua alma foi vendida, não sei pra quem, porém vendida. Estamos a anos no mesmo lugar, as mudanças nesses anos todos foram tão sutis que parece que estamos na areia movediça da vida, e afundando cada vez mais. Momentos felizes e cabelos estão ficando mais raros, mas continua, todo o resto, absolutamente como a 7 anos atrás.

Nesta mesma viajem começamos a analisar que estamos ficando velhos. É da aquela impressão que a diretoria do instituto vai instalar, gira-giras no estacionamento e transforma-lo num playground para que os teenagers, brancos e abastados possam se sentir melhor durante sua estada no grande clube de campo da USP. Estávamos pensando também que aquele mesmo bar, por um infortúnio do destino é mal freqüentado, e é também o melhor bar de São Paulo, quiçá do mundo. Fica estrategicamente socado no remanescente de mata, com um caminho de uns 100 metros até o estacionamento, no qual podemos ver quem está chegando com um tempo seguro para levantar e pensar em boas desculpas. Também é bacana, é legalize e tem cerveja, artigo de luxo na USP. Ok, a cerveja só é gelada no inverno, mas eu não disse que o mocó era perfeito. O que fode o lugar é que enjoei de parte das pessoas, algumas me dão vontade vomitar e ir embora, estragam o gosto da cerveja, fazem as piadas perder a graça e estragam minha mão no poker, uma parte ainda é digna de consideração por isso com certa regularidade, eu e Charlie voltamos as raízes, e te digo, nada mais nostálgico e raiz do que o C.A. da bio.

:: Alexandre Sigolo 1:32 PM [+] ::
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