My Inner Demons

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Inner Demons...Agora muito mais INNER e com DEMONS plus!!!mas ainda de pessoas 347-E para quem tiver disposição para ler!
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:: quinta-feira, setembro 04, 2003 ::

Alguns me acham depressivo, triste, melancólico, pessimista, desanimado, que eu não dou valor para minhas conquistas...Enfim um descontente com a vida, por assim dizer. Esses tempos tenho observado o comportamento das pessoas que me rodeiam e percebi que na verdade sou um cara tremendamente animado e otimista. Claro que sou!! Não é porque eu não demonstre para o mundo e tenha minhas reservas contra ele que eu não sinta felicidade, ou momentos de extase impressionantes. Tenho notado que outras pessoas, que passam aqueles e mails de auto ajuda, ou estão sempre sorridentes pelos corredores na verdade adotam para suas vidas posturas grandemente derrotistas e pessimistas. Estas pessoas fazem um tipo de marketing pessoal, mas é só fachada, só a capa, la dentro tem uma pessoa insegura que não consegue contemplar as possibilidades que o mundo oferece tão pouco exigir que o mesmo lhe dê o que merece.
:: Alexandre Sigolo 6:37 PM [+] ::
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Texto sobre a paixão.

Sempre me remeto a esses pensamentos quando algumas coisas acontecem ou meu senso de equilibrio vai pro espaço. Certa vez Alberto Helena Jr., um jornalista esportivo, disse que seu pai odiava futebol pois este despertava o que há de pior no homem, que é o fanatismo. Forçando uma ligação poderia dizer que Marx escreveu: "A religião é o ópio da humanidade". Podemos dar diversos significados para esta frase, inclusive a que o Marx pensara na época, porem posso imaginar que tambem se trata de fanatismo. Pois bem, o que seria a paixão senão uma forma de fanatismo? Uma sensação entorpecente que nos faz perder o centro, o rumo, a noção, a dignidade, o caracter e o respeito, inclusive por nós mesmos. Posso conceber também que haja um lado bom na paixão ou no fanatismo, que faz nos escurecer a vista e tolerar os defeitos do outro por um tempo, ou ainda nos fornece uma estranha energia, a qual geralmente não conseguimos canalizar de uma maneira satisfatória. Quando esse sentimento nos acomete faz com que passemos de um extremo a outro, do amor ao ódio, do carinho a agressão, do mais profundo sentimento de paz ao inferno total, é tênue a linha que separa estas situações e acredite, não somos capazes de controlar nenhuma dessas mudanças, como se ficassemos a deriva, a mercê de nós mesmos, o que é absolutamente perigoso. Podemos falar coisas que não devemos, agir como alucinados, nos arrepender depois de 15 segundos e nos envergonharmos profundamente, a ponto de olhar no espelho e ter asco da criatura refletida.
É muito estranha nossa experiencia na Terra. Estaria certo o pai do Alberto Helena? Será que este fanatismos que nos faz amar pode despertar algo adormecido? Abrir a caixa de Pandora?
É simplesmente assustador estar diante dos nossos erros e defeitos...sabe, aqueles que tentamos varrer a vida toda para baixo do tapete...um dia isso se torna uma montanha que não tem como evitar de tropeçar. Muitas vezes são as outras pessoas que me mostram essa sujeira toda, outras vezes eu mesmo descubro e em outras ainda, mostro a elas o que elas não queriam ver.

:: Alexandre Sigolo 6:27 PM [+] ::
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:: quarta-feira, setembro 03, 2003 ::
Nem sempre sei qual direção seguir, nem sempre é óbvio o que fazer e nem sempre eu sei se o que eu sinto e penso é para ser guardado no lugar de onde nunca deveria ter saido. Liguei na hora errada, interrompi a aula, quebrei a concentração, tudo bem, eu não tinha como saber. Tem muitas coisas que eu ainda não sei, outras que eu nunca deveria ter sabido, totalmente inúteis, pois os ignorantes são mais felizes. Não sabem sobre o governo, sobre a humanidade, sobre a ciência, imaginam pouco sobre a vida e ainda possuem uma ingenuidade perene...Isso que é qualidade de vida.
De qualquer forma, tento fazer o correto...
:: Alexandre Sigolo 6:10 PM [+] ::
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I'm so glad to have you
And it's getting worse
I'm so mad to love you
And you evil curse

:: Alexandre Sigolo 5:59 PM [+] ::
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As vezes você me aparece em sonhos...
:: Alexandre Sigolo 5:58 PM [+] ::
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:: terça-feira, setembro 02, 2003 ::
Anger is an energy

Tem uma musica que tem esse refrão. O assustador mesmo é que é verdade, mesmo que eu tente esconder, a coisa vem a tona. Textos pulam como piolhos na minha cabeça quando acontece algo de errado. É foda, é como se eu achasse que meu espírito criativo residisse nessa raiva e ao mesmo tempo coloca-la para fora em forma de palavras, mesmo que desconexas e confusas me alivie de alguma forma, dividindo virtualmente com o mundo inteiro meus demônios e questões filosóficas com relação a raça humana. A pergunta é: quanto tempo alguém pode se importar com as coisas e circunstancias antes de, para usar um jargão, dar uma bica no balde?
A resposta como previsto é NÃO SEI. Espero que muito tempo.

Em 26 anos vi um monte de coisas passando diante dos meus olhos, e a única coisa que me faz suportar a idéia de envelhecer é esse tal “acúmulo de sabedoria”. Ouço uns professores aposentados do instituto que trabalham (ou pelo menos discutem política e musica) ao lado da sala onde eu almoço todos os dias. As paredes finas propiciam que eu seja o receptor das diversas discussões inflamadas dos velhotes, que vomitam sabedoria, numa gama que varia de Wagner (o qual descobri que é caracterizado pelos tambores e agressividade da musica, que inspirava Hitler e durante anos foi banida de Israel em qualquer espetáculo) até que um deles pretende escrever um livro sobre a revolução húngara (eu nem sabia que a Hungria passara por revoluções, alias nem lembrava que existia a Hungria, com todo o respeito). É uma pena que todo esse acumulo se de na hora onde você já conheceu 90% das pessoas relevantes na sua vida e que as próximas serão, pela ordem, a mocinha da companhia de seguros, a enfermeira particular, o geriatra, o paramédico e o coveiro. Nem vai dar tempo de escrever sobre tudo o que aprendemos. Que pena, acho que depois de morrerem as pessoas deveriam nascer de novo, pequenas, peladas e carecas, e começar tudo de novo sem, no entanto, esquecer o que aprenderam.

A musica que os loucos ouvem (chupando balas)

A única coisa que não me decepciona nessa vida e sempre devolve o sorriso aos meus lábios é a musica. Acho que até já citei algo semelhante em algum momento das divagações bloguianas, enfim esse arte me influenciou muito, pelo menos eu imagino assim, e moldo, bem ou mal, o que eu sou hoje, meio largado, meio deprê, mais ou menos pessimista (depois vem um texto que eu discuto essa tese) digamos, a versão de Linnus que está disponível hoje no mercado de corpos. Porra nada mais gratificante do que colocar o discman cheio de musicas gratuitas e saborear como um sorvete no calor ou fondue no frio. A boa e velha musica. Diria que é uma das únicas coisas que fazem a vida ficar suportável...haja o que houver sempre haverá musica, desde sempre. Hoje mesmo, aconteceu uma merda aqui em casa daí fui lavar louça armado de esponja e discman, carregado com Tomahawk-mitgas. Deu uma aliviada, ouvir o Mike cantar, sentir a densidade das musicas, os efeitos. É do caralho, musica deveria ser vendida em farmácias. Falando nisso as farmácias deveriam vender só musica, cerveja, picanha e coca-cola. Se você tiver algum problema físico e/ou mental que não possa ser resolvido com os itens acima é melhor nem prolongarmos a existência desses genes.

:: Alexandre Sigolo 1:05 PM [+] ::
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